A polêmica Catedral de Colônia
A maior catedral já construida na história da humanidade, esta localizada na cidade de Colônia na Alemanha. Dentro da belessíma construção e esta também uma das relíquias mais polêmicas e veneradas do mundo. A Urna Mortuária dos Reis Magos.
A adoração Medieval aos então recriados magos, gerou a lenda de que após 50 anos do nascimento de Cristo, eles voltaram a reencontrar-se. Desta vez não em Jerusalém, mas em Sewa, uma cidade da atual Turquia, fazendo parte dos primeiros cristãos que evangelizavam a fé na Ásia Menor. Melchior, Baltazar e Gaspar teriam falecido em Sewa, onde foram sepultados.
Foi na Idade Média que abundaram a procura e o encontro das relíquias religiosas vindas da Terra Santa. Reza a tradição que pedaços da cruz de Cristo chegaram em forma de relíquias às mãos de quase todos os cristãos ricos europeus, era tamanha a quantidade que se juntos fossem os pedaços, dariam centenas de cruzes. No meio das mais exóticas e imprevisíveis relíquias, teriam surgido os corpos do três reis magos. De Sewa foram transladados para Constantinopla, e dali para Milão. Quando Milão foi dominada pelo imperador germânico Frederico, as urnas mortuárias com as relíquias dos reis magos, teriam sido novamente transladadas, por volta de 1164, desta vez para Colônia. Desde então, há uma crença que uma urna dourada, situada no altar-mor da catedral de Colônia, seja dos homens que viram o Cristo recém-nascido na manjedoura. Esta relíquia pode ser vista por quem visita a catedral.
A LENDA
Quando o imperador do Sacro Império Romano-Germânico Frederico Barbaruiva destruiu Milão em 1154, os seus habitantes encontraram entre as ruínas da Igreja de Santo Eustórgio "três urnas rodeadas por um círculo de oiro, contendo três corpos perfeitamente conservados".
Logo o arcebispo de Colónia os reconheceu como sendo os dos três Reis Magos, cujos restos mortais haviam sido reunidos na Catedral de Santa Sofia, em Constantinopla, por empenho de Santa Helena, mãe de Constantino, o Grande, imperador que ajudou a consolidar o Cristianismo como religião do Império Romano, tendo mandado publicar, em 313, o Edicto de Milão, a favor dos seguidores da religião nova.
Os corpos terão sido, posteriormente, retirados da Catedral e concedidos, como dádiva, a Eustórgio, bispo de Milão, em cuja igreja, no meio de destroços foram, então, encontrados.
Transferidos de Milão para Colónia, diz-se que uma das vacas que puxava o carro que transportava as preciosas urnas, foi atacada e morta por um lobo durante o trajecto. Evocado Santo Eustórgio, logo a fera, docilmente, tomou o lugar do animal morto, permitindo, assim, a continuação da viagem. Afirma-se ainda que «por onde o cortejo passava, logo ali aconteciam milagres».
Relíquias dos Três Reis Magos, Catedral de Colónia.
Belíssima e imponente catedral, a mais alta do mundo, escrínio para os preciosos restos mortais dos primeiros reis que adoraram, nesta Terra, o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores
Fotos ou quadros da Catedral de Colônia tornaram-se conhecidíssimos em todo o mundo. Imponente, com suas duas torres elevando-se a quase 160 m do solo, ela é uma jóia da arte gótica medieval às margens do Reno.
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Relíquias dos Reis Magos
Em meados do século XII, o Imperador Frederico Barba-roxa invadiu Milão ISMO
e apoderou-se das relíquias dos Reis Magos, que se encontravam na igreja de Santo Eustórgio, dessa cidade, desde o início do século VI. E o então Arcebispo de Colônia, Rainald von Dassel, encarregou-se de fazer o traslado para a Roma do Norte. No dia 23 de julho de 1164, ao som dos carrilhões das igrejas, o Arcebispo Rainald entrava na antiga catedral conduzindo as veneráveis relíquias. Para guardá-las e servir-lhes de escrínio, planejou-se a confecção de um grande relicário de ouro e pedras preciosas, trazendo no frontispício a cena da adoração dos três Reis Magos1.
Esse relicário, começado por Nikolaus von Verdun em 1181 e terminado por seus discípulos em 1220, constitui — juntamente com o relicário que guarda os restos mortais de Carlos Magno — um dos pontos altos da ourivesaria medieval.
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A mais alta torre
Contudo, a piedade popular queria mais. Era preciso um relicário ainda maior, no qual a pedra rendilhada e o vitral multicolorido protegessem e envolvessem de esplendor o escrínio de ouro e de pedras preciosas. Planejou-se então uma imensa catedral, a maior do mundo, cuja pedra fundamental foi lançada pelo Arcebispo Konrad von Hochstaden em 1248, no lugar da antiga catedral erigida no século IX.
Colônia tornou-se, já a partir de fins do século XIII, grande centro de peregrinações: juntamente com Roma e Santiago de Compostela, constituiu um dos três maiores locais de peregrinações da Idade Média. E isso durou até fins do século XVIII, como constata Goethe em sua famosa obra Italienische Reise (Viagem à Itália).

Contudo, a construção não foi concluída no século XIII. Embora Colônia fosse uma cidade rica, as torres só ficaram prontas em 15 de outubro de1880, sob o reinado de Guilherme I da Prússia. A Catedral de Colônia era então o edifício mais alto do mundo. Majestosa, altaneira, ela sobrepujava também as demais catedrais pela extensão de sua fachada.
Sólido escrínio dos veneráveis restos daqueles três varões que tiveram o privilégio de estar entre os primeiros a adorarem o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores! Em sua grandeza monumental, desafiando o destrutivo dente do tempo, à famosa catedral bem se poderiam aplicar as palavras de Cícero: "Alios ego vidi ventos; alias prospexi animo procellas” (Eu vi outros ventos e contemplei outras tempestades).
Quando Bento XVI esteve em Colonia, pelo evento da JMJ (Jornada Mundial da Juventude) em seu discurso, ele fala da ilustre cadetral, do relicário e da importância desse local de peregrinação e fé.
Considerações finais....
Idenpendente dos inumeros rumores e contradições que cogitam a história dos reis magos, sua crença e veneração esta espalhada por todo o mundo, eles tornaram se exemplos dos soberanos na terra que de joelhos adoraram aquele é soberano em todos os reinos, a mensagem trazida pelo menino
jesus foi acolhida em uma pequena manjedoura em Belem. Ela coube em uma simples manjedoura e foi amavel de tal modo, que sua simplicidade serviu de repouso ao verdadeiro Rei, o que fará ela aos nossos corações?
De joelhos prostados e adorando incondiconalmente Ele, referenciamos o Cristo, Deus do Universo.
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Trecho do discurso do Papa Bento XVI na Catedral de Colônia- Alemanha - JMJ 2005
A cidade de Colônia não seria o que é sem os Reis Magos, que tanto influíram em sua história, sua cultura e sua fé. Em certo sentido, a Igreja celebra aqui todo ano a festa da Epifania. Por isso, antes de me dirigir a vós diante desta magnífica catedral, quis me recolher uns instantes em oração diante do relicário dos três Reis Magos, dando graças a Deus por seu testemunho de fé, de esperança e de amor. Em 1164, as relíquias dos Magos saíram de Milão e, escoltadas pelo arcebispo de Colônia Reinald von Dassel, atravessaram os Alpes até chegar a Colônia, onde foram acolhidas com grandes manifestações de júbilo. Em sua peregrinação pela Europa, as relíquias dos Magos deixaram rastros evidentes, que ainda hoje permanecem nos nomes de lugares e na devoção popular. Os habitantes de Colônia mandaram fabricar para as relíquias dos Rei Magos o relicário mais precioso de todo o mundo cristão e, como se não bastasse, levantaram sobre ele um relicário ainda maior, como é esta estupenda catedral gótica que, depois dos estragos da guerra, tornou a apresentar-se aos olhos dos visitantes em todo o esplendor de sua beleza. Junto com Jerusalém a «Cidade Santa», com Roma a «Cidade Eterna», com Santiago de Compostela na Espanha, graças aos Magos, Colônia foi se convertendo ao longo dos séculos em um dos lugares de peregrinação mais importantes do ocidente cristão.
Entretanto, Colônia não é somente a cidade dos Magos. Está profundamente marcada pela presença de tantos Santos que, mediante o testemunho de sua vida e o rastro que deixaram na história do povo alemão, contribuíram para o crescimento da Europa sobre as raízes cristãs. Penso em particular nos mártires e as mártires dos primeiros séculos, como a jovem Santa Úrsula e suas companheiras que, segundo a tradição, foram martirizadas sob o poder de Diocleciano. E, como não citar São Bonifácio, o apóstolo da Alemanha, que no ano de 745 foi eleito Bispo de Colônia com o consentimento do Papa Zacarias? A esta cidade está vinculado o nome de Santo Alberto Magno, cujo corpo descansa aqui perto, na cripta da igreja de Santo André. Em Colônia, Alberto Magno teve como discípulo Santo Tomás de Aquino, que depois foi também professor aqui. Tampouco se pode esquecer do beato Adolph Kolping, morto em Colônia em 1865, que, depois de ser sapateiro tornou-se sacerdote e fundou numerosas obras sociais, principalmente no campo da formação profissional. Passando aos tempos mais recentes, penso em Edith Stein, eminente filósofa judia do século XX, que entrou no Carmelo de Colônia com o nome de Teresa Benedita da Cruz e morreu no campo de concentração de Auschwitz. O Papa João Paulo II a canonizou e declarou Co-padroeira da Europa, com Santa Brígida da Suécia e Santa Catarina de Sena.
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